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Teologia e sociologia

FARMAR AURA E A ESPIRITUALIDADE CONTEMPORÂNEA

Por Ashbell Simonton Rédua, Wesley Simonton Cindra Rédua

Ainda sem avaliações

Cada geração cria palavras próprias para expressar experiências humanas que, muitas vezes, são muito mais antigas do que a própria linguagem utilizada para descrevê-las. Algumas dessas expressões permanecem durante décadas.

Páginas
137
Idioma
Português
Ano de publicação
2026

O que você vai encontrar

  • A pontuação da identidade pessoal. Rotulação pessoal atribuindo pontos.
  • Na Redenção, o Evangelho apresenta uma identidade que não precisa ser permanentemente construída diante da plateia, pois, em Cristo, o cristão encontra justificação, adoção, pertencimento e nova compreensão de si mesmo.
  • A resposta cristã ao fenômeno de “farmar aura”, portanto, não consiste em formar pessoas sem personalidade, influência, criatividade ou presença. Consiste em recolocar essas realidades em seu devido lugar, subordinando-as a uma compreensão

Ficha técnica

Sinopse

O que significa “farmar aura” em uma geração que aprendeu a medir visibilidade, influência e reconhecimento por curtidas, seguidores e visualizações? Por trás dessa expressão bem-humorada da cultura juvenil encontra-se uma questão antiga: a necessidade humana de ser vista, reconhecida e valorizada. Em Farmar Aura e a Espiritualidade Contemporânea, Ashbell Simonton Rédua e Wesley Simonton Cindra Rédua partem da linguagem digital para investigar as transformações da identidade na sociedade contemporânea. As redes sociais não criaram o desejo de reconhecimento, mas ampliaram e quantificaram seus mecanismos. A reputação social passou a conviver com uma reputação algorítmica, continuamente medida pela reação da audiência. Em diálogo com a sociologia, a psicologia, a cultura digital e a teologia reformada, a obra mostra como a pergunta “quem sou?” pode ser substituída por “como estou performando?”. Nesse ambiente, a vida corre o risco de tornar-se palco, a audiência, tribunal, e o algoritmo, medidor de relevância. A “aura” torna-se, assim, metáfora de uma cultura marcada pela busca de reconhecimento. A reflexão não se limita aos adolescentes e à Geração Alfa. Se os jovens acumulam simbolicamente pontos de aura, adultos também constroem seus sistemas de reconhecimento por meio de títulos, cargos, patrimônio, influência e autoridade. Mudam as moedas, mas permanece a tentação de encontrar no olhar dos outros a confirmação do próprio valor. A própria Igreja é convidada a olhar para o espelho. Seguidores, eventos, números e plataformas podem ser instrumentos legítimos de comunicação e serviço. O problema começa quando visibilidade é confundida com autoridade espiritual, popularidade com fidelidade e sucesso ministerial com aprovação de Deus. O púlpito pode transformar-se em palco e o ministério, em performance. A obra também aborda família, adolescência e discipulado, desafiando pais e igrejas a compreenderem a linguagem das novas gerações antes de condená-la. Mais do que controlar telas, é necessário formar pessoas cuja identidade não dependa permanentemente da aprovação de uma plateia. É na cosmovisão reformada que o livro encontra sua resposta. A partir de Criação, Queda, Redenção e Consumação, e dos princípios Coram Deo e Soli Deo Gloria, contrapõe à identidade performada uma identidade recebida. Criado à imagem de Deus, o ser humano possui dignidade que antecede a aprovação social; em Cristo, encontra pertencimento, graça e propósito que não precisam ser conquistados pela performance. Farmar Aura e a Espiritualidade Contemporânea é um convite ao discernimento sobre identidade, tecnologia, família, Igreja, caráter e espiritualidade numa sociedade que nunca teve tantos recursos para ser vista e, paradoxalmente, continua perguntando quem realmente é. Ao final, a pergunta “quanto de aura tenho?” dá lugar a outra, decisiva: quem recebe a glória? Coram Deo. Soli Deo Gloria.

Especificações do livro

Autor
Ashbell Simonton Rédua, Wesley Simonton Cindra Rédua
Coleção ou selo
Teologia e sociologia
Páginas
137
Idioma
Português
Ano de publicação
2026