Teologia e sociologia
IGREJA, CONSCIÊNCIA CRISTÃ E PARTIDOS POLÍTICOS
Por Ashbell Simonton Rédua
- Idioma
- Português
Sobre o livro
A relação entre Igreja, política e consciência cristã constitui um dos temas mais sensíveis da presença protestante na sociedade contemporânea. A polarização política brasileira intensificou a identificação de determinadas comunidades religiosas com partidos, candidatos e movimentos ideológicos, criando o risco de que convicções políticas legítimas sejam confundidas com elementos constitutivos da própria fé. Nesse contexto, as decisões do Supremo…
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Sinopse
A relação entre Igreja, política e consciência cristã constitui um dos temas mais sensíveis da presença protestante na sociedade contemporânea. A polarização política brasileira intensificou a identificação de determinadas comunidades religiosas com partidos, candidatos e movimentos ideológicos, criando o risco de que convicções políticas legítimas sejam confundidas com elementos constitutivos da própria fé. Nesse contexto, as decisões do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (SC/IPB), particularmente aquelas reafirmadas e desenvolvidas em 2026, oferecem importante material para uma reflexão teológica, política e social acerca dos limites da atuação institucional da Igreja e da liberdade política de seus membros. O presente artigo analisa a relação entre identidade confessional, ideologias políticas, filiação partidária e liberdade de consciência a partir da tradição reformada e das decisões conciliares da IPB. Recupera-se especialmente a posição do SC/IPB de 2022, segundo a qual não compete à denominação produzir análise político-partidária, embora lhe caiba pronunciar-se teologicamente sobre cosmovisões incompatíveis com as Escrituras. Examina-se ainda, criticamente, a tese de Findley Foster de que presbiterianos reformados não deveriam votar em uma ordem constitucional que não reconhecesse explicitamente a soberania de Cristo, confrontando-a com Romanos 13.1-7 e 1Timóteo 2.1-4. Sustenta-se que o senhorio de Cristo não exige abstencionismo político, assim como a responsabilidade política do cristão não autoriza a partidarização institucional da Igreja. Conclui-se que a liberdade de consciência deve permanecer subordinada à Palavra de Deus, mas não pode ser substituída por um catálogo eclesiástico de partidos permitidos e proibidos. Palavras-chave: Igreja Presbiteriana do Brasil. Política. Partidos políticos. Liberdade de consciência. Supremo Concílio. Teologia reformada.
Especificações do livro
- Autor
- Ashbell Simonton Rédua
- Coleção ou selo
- Teologia e sociologia
- Idioma
- Português